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08/03/2007

Cabo Verde - Cidade Velha discute candidatura a Património Mundial da Humanidade

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A preparação para a candidatura da Cidade Velha a Património Mundial da Humanidade é o tema principal da reunião de hoje, 28, que junta a Comissão Instaladora do Município da Ribeira Grande de Santiago e o Instituto de Investigação e Património Cultural.

A cidade cantada Cesário Evora e Caetano Veloso é candidata ao título de Património Mundial.

 

"O dossier da candidatura do berço de Cabo Verde a património da UNESCO arrasta-se há vários anos e em Outubro passado foi prorrogado um prazo para apresentação do projecto. Em entrevista ao jornal "A Semana", na edição nº 790, o ministro da Cultura admite que "há um timing, de facto, e que se pediu um prazo maior". Manuel Veiga adianta ainda que "a Espanha já deu os meios financeiros para o funcionamento do grupo que vai preparar o dossier".

O primeiro relatório ainda não foi apresentado, mas deverá chegar ao Ministério da Cultura em breve. No entanto, Veiga diz que "num segundo momento é preciso um trabalho mais profundo. Inclusive, segundo indicações da própria UNESCO, é necessária assessoria de gente que já trabalhou numa candidatura vencedora, para não se estar a repetir certos erros". Este "segundo momento", frisa o ministro, é uma das prioridades da sua tutela para este ano.

Entretanto, aguarda-se, para os próximos dias, a apresentação do circuito integrado da Cidade Velha a ser explorado pelo consórcio hispano-cabo-verdiano Prointur. Segundo o presidente do IIPC, Carlos Carvalho, no que diz respeito à candidatura a património mundial, "a gestão do espaço é um dos pontos fundamentais".

Os locais considerados Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, devido à sua importância cultural ou natural, podem ser florestas, cordilheiras, lagos, desertos, edifícios, complexos ou cidades.

O World Heritage Fund doa fundos aos locais seleccionados para Património Mundial, sob o cumprimento de determinadas condições. A solicitação e candidatura deve ser feita pelo Estado onde o sítio se encontra.

Neste caso, será o Estado cabo-verdiano que, depois do dossier de candidatura estar pronto, terá que apresentar a proposta da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade.

O programa foi fundado pela Convenção sobre a Protecção do Património Cultural e Natural, adoptado pela Conferência Geral da UNESCO em 1972. Até 2006, estavam na lista da UNESCO um total de 820 sítios estavam listados, sendo 634 culturais, 162 naturais e 24 mistos, em 138 países diferentes."

Transcrito em 28/02/2007 do Sítio web do Jornal "A Semana": http://www.asemana.cv/article.php3?id_article=22830

 

 

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14/03/2007

Governo israelita chamado a suspender obras em Jerusalém

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O director-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Koichiro Matsuura, exigiu quinta-feira a suspensão de obras de construção iniciadas pelas autoridades israelitas na zona da Antiga Cidade de Jerusalém, registada na lista do património mundial em perigo, "a fim de evitar as tensões de que ninguém pode presentemente calcular a amplitude".
"O carácter distintivo da Antiga Cidade de Jerusalém explica-se pela sua estreita relação entre os edifícios históricos, religiosos e as populações que vivem perto. Tocar este equilíbrio subtil entre os símbolos das três religiões do Livro significa correr o risco de desrespeitar as crenças de cada um", escreveu Matsuura numa carta endereçada ao primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert.
A zona da Antiga Cidade de Jerusalém é protegida pela Convenção das Nações Unidas que a classificou na lista do património mundial cultural e natural desde 1972.

A UNESCO receia que as obras de construção, cujo plano Israel não revelou, atentam contra o "valor universal excepcional" do património cultural deste sítio.

O Comité do Património Mundial tinha estimado, durante a última sessão a Vilnius, na Lituânia, em 2006, que o Estado Judeu deveria transmitir à UNESCO todas as informações úteis a respeito dos novos edifícios previstos nos arredores do Muro Ocidental, incluindo os planos da reconstrução da via que dá acesso a Haram ash-Shaif."

In Globo Notícias, Extraído a 9 de Março de 2007 

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WORLD HERITAGE FORUM - UM BLOG QUE VALE A PENA VER

20070314040729-artur-filipe-dos-santos-whf.jpgCriado por Mathias Ripp, este blog relata em notícias e compila os mais actuais documentos relacionados com a tem+atica do Património Mundial em gerlar. Um Blog muito completo, bem organizado. Essencial para quem estuda este fenómeno.

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14/03/2007 03:07 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. Tema: Pesquisas de blogs No hay comentarios. Comentar.

O Interesse dos Media nas Questões do Patrimóno Mundial - Uma Notícia antiga,sempre um exemplo actual

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"OURO PRETO PODE PERDER TÍTULO DE PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

A primeira cidade brasileira a receber o título de patrimônio histórico da humanidade pode ser, também, a primeira a perdê-lo. A falta de planejamento e a ocupação desordenada podem levar a Unesco a cassar esse título de cidades brasileiras, e Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte (MG), pode ser a primeira da lista. O alerta foi feito durante o seminário ?Estatuto da Cidade e Patrimônio Cultural Urbano: um ensaio a partir de sítios históricos brasileiros patrimônio histórico mundial?, que encerrou no início de agosto e deixou os participantes preocupados com a situação. Os técnicos do setor de cultura e representantes de cidades inscritas como patrimônio mundial na Unesco decidiram elaborar uma carta de recomendações para Ouro Preto e enviá-la à prefeita Marisa Xavier (PDT), já que a situação do patrimônio histórico foi considerada ?excepcionalmente grave?, comparando-se a outros municípios tombados. Os técnicos da Unesco estão preocupados com a ocupação desordenada, ocasionada pela ausência de políticas de controle das invasões, o aparecimento de obras irregulares e a situação do trânsito que ameaça igrejas e o casario do século XVIII. A falta de planejamentos, contatados por especialistas, é o problema encontrado em Ouro Preto, questão que aflige também os outros oito municípios brasileiros que têm a inscrição internacional. E o problema se agrava por falta de equipes suficientes e devidamente treinadas para a fiscalização das construções. O superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais, Sebastião Abrahão, afirma que o plano diretor de Ouro Preto vem sendo ignorado pelas duas últimas administrações. A prefeita Marisa Xavier (PDT) disse, em entrevista ao ESTADO DE MINAS, que foi surpreendida com a informação de que o quadro urbanístico da cidade é preocupante. Para ela, Ouro Preto é a cidade barroca mais bem conservada das Américas. ?Não temo a perda do título. Só temos recebido elogios do Iphan e da Unesco?, diz. Marisa discorda da avaliação sobre o município, afirmando que nenhuma administração adotou tantas medidas para a preservação, mas admite que é impossível resolver em um ano e meio os problemas sérios, que são questões que se agravaram ao longo dos anos. O Ministério Público considera que os impactos sofridos pelo tráfego de veículos pesados nas ruas históricas podem causar inúmeros danos ao patrimônio. O promotor Luiz Henrique Manoel da Costa avaliou que se os veículos com o peso acima de sete toneladas, maiores do que um microônibus, continuarem transitando por essas vias, casas do século XVIII podem desmoronar. Uma ação civil pública propõe o fechamento do centro histórico. Com isso, somente automóveis leves poderiam passar enquanto o estudo sobre os impactos não estiver pronto. "

 

Extraído do sítio www.comunique-se.com.br a 14/03/2007
(Texto publicado em 14/08/2002)

Exemplo de Opinião Públicada nos Media sobre o Património

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"Ponte de D. Maria e Dignidade


Nuno Grande, Médico e professor universitário


As circunstâncias que rodeiam o processo de recuperação e reconversão da Ponte D. Maria Pia traduzem um desafio à dignidade de uma geração que assiste à progressiva destruição deste património.

A responsabilidade da geração que assume os destinos das comunidades envolvidas neste processo é tanto maior quanto este monumento é Património da Humanidade e tem um significado ímpar na obra do génio criador de Gustavo Eiffel, que deste modo ensaiou a arquitectura de ferro que o notabilizou.

De facto, existem documentos que comprovam ter sido a construção da Ponte de D. Maria que permitiu desenvolver estudos conducentes à possibilidade de construção de outras pontes noutros países europeus e que possibilitou também a elaboração da construção da torre que é símbolo de Paris.

A assinatura de um protocolo da Refer com as câmaras do Porto e Gaia para promover a utilização desta ponte, após adaptação, como pedonal, foi realizada por acção empenhada do então governador civil do Porto, dr. Manuel Moreira, e das vereações das câmaras do Porto e Gaia.
Nasceu uma grande esperança em todos os que anseiam por ver recuperada a dignidade de um povo que é herdeiro deste património e não tem conseguido corresponder a esta honra. Contudo, nada tem acontecido, o que torna legítima a inquietação dos que se preocupam com a identidade cultural da nossa comunidade.
De facto, é imperativa a necessidade de desenvolver a proposta de adaptação da ponte D. Maria que foi apresentada pelo arquitecto Pedro Ramalho e que contemplava a possibilidade de organizar um centro de documentação relativo a tudo o que se relaciona com este monumento e assim contribuir para a criação de um museu Eiffel que prestasse homenagem a este génio criador que deixou um filho sepultado em Gaia, onde faleceu."

In Página On-line do Jornal de Notícias - http://jn.sapo.pt/2007/03/01/opiniao/ponte_d_maria_e_dignidade.html

Extraído a 14/03/2007

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Exemplo de Opinião Públicada nos Media sobre o Património - A opinião de J. M. Brandão de Brito publicada no Jornal de Negócios

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Lisboa pode sobreviver de forma sustentável desligada dos concelhos vizinhos e de toda a sua área envolvente? Qual o modelo de gestão política mais adequado? Quais são os seus factores de atracção económica e social? Qual a dimensão cultural a privilegiar? Como modernizar urbanisticamente a cidade e o seu parque arquitectónico? Como torná-la, simultaneamente, mais cosmopolita e mais acolhedora para os que cá vivem, os que cá trabalham ou, simplesmente, para aqueles que por aqui passam em viagem de negócios ou de turismo?

Em Lisboa, assiste-se a este enorme paradoxo: a sua zona mais nobre, o seu centro tradicional, a Baixa, enquanto prepara a candidatura a "Património da Humanidade", vai deixando que se multipliquem os edifícios degradados e em boa parte abandonados – o visível declínio da Baixa pombalina, nos últimos anos, constitui um imperdoável crime de lesa cidade, da qual todos seremos cúmplices mas com responsabilidades muito desigualmente repartidas.

 

Extraído a 14/03/2007 da Página on-line do Jornal de Negócios - http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=292029

16/03/2007

Cidade Brasileira de Paraty completa 340 Anos

20070316235805-cidade-de-paraty.jpg"Paraty completa 340 anos neste dia 28 de fevereiro, para orgulho de todos os brasileiros que conhecem a história e sabem do significado dessa data para nossa identidade nacional. A cidade é candidata ao título de Patrimônio Mundial, concedido pela Unesco, e certamente dentro de pouco tempo acumulará mais esse trunfo.

Paraty exibe ao mesmo tempo praias, monumentos históricos e atrativos ecológicos, além de retratar a história do Brasil. Assim consegue reunir todos os atrativos de uma só vez. Por isso, atualmente é uma das mais visitadas cidades turísticas brasileiras.

O Governo do Estado vai criar o ICMS Verde para premiar as cidades que cuidam do ambiente. Certamente, Paraty será uma das maiores beneficiadas desse programa. Os estudos estão sendo feitos pela equipe do secretário da Fazenda, Joaquim Levy. Esse projeto foi idéia do nosso secretário do Ambiente, Carlos Minc. Não haverá aumento de tributo, Incluiremos um item relativo ao cuidado com o ambiente para fazer o repasse do ICMS. Por lei, o estado tem que repassar 25% do que foi arrecadado para os municípios.

O Centro Histórico está recebendo cabeamento subterrâneo. Um dos requisitos indispensáveis para tornar Paraty Patrimônio da Humanidade, essa obra de R$ 10 milhões está sendo feita numa parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Paraty, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Ampla Energia e Serviço. A iluminação dos prédios históricos já foi concluída. Outras obras deverão ser executadas com o objetivo de fortalecer a candidatura ao título de Patrimônio Mundial.

Nosso governo já está dando tratamento especial ao turismo, por considerar esse um setor estratégico. Com o trabalho do secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes, e de ações integradas do Governo do Estado com outros órgãos, estamos trabalhando para que o estado do Rio e Paraty recebam ainda mais turistas. Assim, estaremos criando um ambiente seguro para os negócios e dando o choque de gestão necessário para que haja desenvolvimento de atividades, com geração de empregos e riquezas para todo o Estado do Rio."

Extraído do sítio on-line viapartua a 14/032007

http://www.viaparaty.com.br/noticias/noticias/ver.asp?cod=1795

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17/03/2007

Caminho usado pelo Império Inca candidato a Património Mundial

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SANTIAGO, 15 MAR (ANSA) - O Caminho Principal Andino, usado durante 80 anos pelo Império Inca "é um dos monumentos mais impressionantes do mundo", afirmou Francesco Bandarín, diretor do Centro de Patrimônio Mundial da Unesco.

A rota, conhecida também como Ohapaq Ñam, percorre 6.000 km em zonas da Argentina, Bolívia, Colômbia, Chile, Equador e Peru e pode se tornar Patrimônio Mundial da Humanidade.

"Será preciso um trabalho intensivo de harmonização e proteção para conseguir seu reconhecimento como Patrimônio da Humanidade porque se trata de um projeto em escala continental", disse Bandarín.
    Segundo o diretor, o Caminho Principal Andino "será um projeto piloto e já levanta interesse em outras regiões do mundo como a Rota da Seda entre a China e a Ásia Central".

"A nomeação tomará tempo, provavelmente até 2009 para ser definida em 2010, porque é um processo único e complexo, que reúne seis países", acrescentou.
O representante da Unesco lembrou que ao longo da rota já existem áreas protegidas e identificadas como Tihuanaco, na Bolívia, e Machu Picchu, no Peru.
Bandarín enumerou entre as etapas do processo para o reconhecimento mundial do Caminho Principal Andino "uniformizar a legislação em nível jurídico e identificar os locais por meio de mapas para definir o perímetro a ser protegido, já que se trata de mais que um caminho e sim realidades culturais".
Oscar Acuña, secretário executivo do Conselho de Monumentos Nacionais do Chile, disse que o país já começou a demarcar áreas do Caminho Principal Andino, situado na região norte do deserto do Atacama, como parte dos requerimentos iniciais para a postulação do local para patrimônio mundial. (ANSA).

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Exemplo de divulgação do Património na Industria do Turismo

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Statur lança charter Lisboa-Riga em Agosto

A agência algarvia Statur está a organizar um charter Lisboa-Riga, com partida de Lisboa a 25 de Agosto e regresso a 1 de Setembro, com dois programas à escolha nos países Bálticos, para venda através das agências Airmet.
O charter é em Airbus da companhia Air Baltic, sendo os dois programas disponíveis organizados pela Baltic Discovery, agência de incoming na região do Báltico. Os preços são a partir de 1072 euros por pessoa, com estadias em hotéis de 4 e 3 estrelas e uma série de visitas pelos países do Báltico. O primeiro programa, “Bálticos Completo”, baseia-se em visitas a cidades Património Mundial e Paisagens Românticas, com estadias em Riga e Liepaja (Letónia) e Vilnius (Lituânia), e visitas a várias cidades e atracções culturais e históricas na Letónia, Lituânia e Estónia. O programa Bálticos Espectaculares – Ilha de Saaremaa e as Paisagens Nórdicas, inclui estadias em Riga, Saaremaa (ilha no Báltico), e Tallinn (Estónia).
Associada no Grupo Airmet, a Statur, sedeada em Faro, dedica-se também ao incoming de luxo, através da Exquisite, com serviços como aluger de iates, aviões privados, segurança VIP e viaturas de luxo.

 

Extraído do sítio on-line da agência Tursivee - http://www.turisver.com/article.php?id=25922 – a 16/03/2006

 

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17/03/2007 23:15 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. Tema: Turismo e Património No hay comentarios. Comentar.

Citações completas de livros a utilizar na Tese de Doutoramento

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“Desde há pelo menos duzentos anos, e particularmente com a aplicação do espírito das Luzes, pelos protagonistas da Revolução Francesa, tornou-se consciência do facto de que o que era propriedade pessoal poderia tornar-se, ao menos moralmente, património colectivo, de início nacional ou comunitário, em seguida universal (com o estabelecimento pela UNESCO, em 1972, da Convenção para a protecção do património mundial cultural e natural). No último século, o património cultural converteu-se num dos domínios mais importantes da cultura. Mas, ao mesmo tempo, um duplo perigo começou, ou continuou, a ameaçar este património: por um lado, o da sua degradação física, podendo conduzir ao seu desaparecimento; por outro lado, o da sua transformação em mercadoria”[1].



[1] Desvallés, André (2003).  Que Futuro para os Museus e para o Património Cultural na Aurora do Terceiro Milénio. Revista Lugar em Aberto, 1, 47

O Interesse dos Media nas Questões do Património Mundial

20070317003727-artur-filipe-dos-santos-.comunicac-o-e-patrimonio.jpgUNESCO PREOCUPADA COM GALÁPAGOS, MACHU PICCHU E RUÍNAS DE COPÁN

 

Santiago do Chile, 14 mar (EFE).- As Ilhas Galápagos do Equador, a cidade inca de Machu Picchu no Peru e as Ruínas de Copán (maias) de Honduras, são "pontos negros" quanto à conservação do Patrimônio na América Latina, segundo especialistas reunidos na capital chilena.

Assim informou hoje o diretor do Centro do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o italiano Francesco Bandarin, ao entregar as conclusões de uma reunião de acompanhamento da situação na região, realizada em Santiago.
"Preocupa-nos muito a situação de Galápagos, Machu Picchu e Copán", indicou o especialista italiano destacando, como experiências positivas, a conservação na região dos centros coloniais das cidades, especialmente no Brasil, Equador, Peru e México.

"Galápagos é um problema muito sério, estamos muito preocupados, é um lugar muito frágil, que não pode ser tratado como as Ilhas Canárias", disse Bandarin.
"Nas Galápagos não se pode aplicar o critério do desenvolvimento sustentável, isso é impossível", ressaltou, acrescentando que nas ilhas - dotadas de uma fauna e flora terrestre e marítima únicas no mundo - "primeiro é preciso conservar, depois vem desenvolvimento".

O funcionário informou que a Unesco também não vê com bons olhos o projeto do Governo hondurenho de construir um aeroporto nos arredores das Ruínas de Copán para fomentar o turismo.

Segundo sua opinião, isso teria um impacto negativo sobre o importante parque arqueológico situado na fronteira com a Guatemala.
Neste contexto, Bandarin assinalou que o turismo "é uma ameaça crescente aos lugares protegidos".

Na hora do balanço, no entanto, o analista disse que há mais coisas positivas entre as destacadas, especialmente o projeto para transformar em Patrimônio da Humanidade o Camino del Inca (Qhapaq Ñam), um dos projetos mais ambiciosos e inovadores no local.

Badarin informou que na Reunião de Acompanhamento do Relatório Periódico de Patrimônio Mundial na América Latina, ficou acertada a diminuição do tempo de inspeção aos países da região de seis a três anos.

A reunião congregou delegados de dez países, especialistas regionais e responsáveis por lugares do patrimônio. EFE mw ma

Extraído em 16 de Março de 2007 do Sítio “Último Segundo”: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2007/03/14/unesco_reitera_preocupacao_com_galapagos_machu_picchu_e_ruinas_de_copan_715981.html

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Exemplo de Divulgação On-line do Património pela Indústria do Turismo, com apoios Oficiais -

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"Whether natural, cultural or Indigenous heritage, or a combination of all three, Australia's regional heritage tourism importance cannot be underestimated. Heritage tourism has enormous potential for growth in regional communities." Australian Heritage Commission".

Extraído do sítio on-line da Australian Heritage Commission- http://www.heritagetourism.com.au/info/welcome.html – a 17/03/2006

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17/03/2007 14:34 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. Tema: Turismo e Património No hay comentarios. Comentar.

19/03/2007

O Interesse dos Media nas Questões do Património Mundial - Incêndio em Ouro Preto assusta mas não deixa feridos

20070319153951-20070314042912-ouro-preto.jpg"Um incêndio assustou nesta terça-feira moradores e turistas que participavam do tradicional Carnaval de Ouro Preto, a 95 quilômetros de Belo Horizonte. Por volta das 15h, foliões se surpreenderam com uma densa fumaça que escapava de um imóvel na rua Diogo de Vasconcelos, no bairro Pilar, nas proximidades da prefeitura e da Universidade Federal (Ufop).

O Corpo de Bombeiros suspeita que o incêndio tenha sido causado pela explosão de um botijão de gás. O fogo provocou danos materiais, principalmente no interior da edificação. Ninguém ficou ferido. Turistas e moradores ajudaram no combate ao incêndio.

O local deveria receber os maiores shows da programação carnavalesca oficial da cidade, com concentração de grande público. A região, embora um pouco distante do centro histórico, faz parte da área tombada como patrimônio mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), segundo o secretário de Cultura e Turismo de Ouro Preto, Vittorio Lanari.

A edificação atingida, porém, é considerada recente e não apresenta características do acervo barroco da cidade.

Fonte: Agência Estado"

Extraído do sítio da TV Jornal - http://jc.uol.com.br/tvjornal/2007/02/20/not_120091.php - a 19/03/2007

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21/03/2007

O Interesse dos Media nas Questões do Patrimóno: MACAU - Dirigente do Instituto Cultural anuncia alteração da lei mas não explica novo critério de classificação

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Património porquê? Island Ian

 

Muda a lei, muda a lista e mudam os critérios de classificação do património arquitectónico e cultural. Foi esta a garantia dada ontem pelo vice-presidente do Instituto Cultural de Macau que apontou este ano como data limite para a conclusão de uma nova lei para a protecção do património.
A garantia de Stephen Chan foi dada à saída de uma reunião do grupo de trabalho de Desenvolvimento Sustentável do Conselho Consultivo para o reordenamento dos Bairros Antigos de Macau que ontem dedicou a sessão à análise das propostas de reformulação da lei para a protecção do património arquitectónico, paisagístico e cultural. “Até final deste ano, os trabalhos relativos à nova lei estarão concluídos tal como o processo legislativo” devendo a lei entrar em vigor no decurso do ano.
Em cima da mesa dos trabalhos estão os dois diplomas que regulam as modalidades de protecção dos bens históricos e arquitectónicos, com data de 1984 e de 1992. A primeira criava a Comissão para a Defesa do Património Arquitectónico, Paisagístico e Cultural e a segundo introduzia reajustamentos nas listas classificativas dos monumentos, conjuntos e sítios definindo uma lista para a categoria de de edifícios de “interesse arquitectónico”. Uma legislação que, como reconheceu o próprio responsável pelo ICM, acabou por ficar desgastada perante a evolução urbana da cidade e a recente, de Julho 2005, entrada do centro histórico de Macau na lista da Unesco. “Perante este novo contexto, o que estamos a tentar fazer é produzir uma síntese dos dois textos de maneira a conseguirmos encontrar um texto que possa regular esta nova situação”. Esta “é a principal justificação para rever a legislação actual”, adiantou Chan. “É natural que esta revisão possa vir a ter efeitos na lista de património arquitectónico e paisagísticos que neste momento se encontra classificado tal como é natural que os critérios de classificação possam também sofrer revisões”, disse o vice-presidente do ICM sem, no entanto, precisar quais os novos critérios que se encontram em estudo. “Vamos continuar a estudar e a procurar uma solução equilibrada”, disse, lacónico.
Stephen Chan recusou ainda qualquer critica sobre uma eventual falta de autoridade e eficácia das autoridades responsáveis em defender as zonas-tampão situadas nas imediações dos sítios ou monumentos classificados nas listas de património. “As autoridades têm vindo a respeitar a legislação em vigor e têm protegido o património histórico e o perímetro tampão”, reiterou o vice-presidente confrontado com a polémica construção de duas torres no ZAPE, uma das quais com uma altura inicial superior de 99 metros tapando o monte e farol da Guia que integram a lista de património mundial.
A este propósito desta polémica, Chan adiantou que o Instituto Cultural continua em contacto com o Gabinete de Ligação do Governo de Pequim em Macau, proprietária da torre que se encontra ainda em construção, acerca da nova altura do edifício.
Ontem, o deputado José Chui Sai Peng também se manifestou confiante de que a nova legislação esteja concluída brevemente. Chui que é presidente da Conselho Consultivo para o reordenamento dos Bairros Antigos de Macau disse ainda que existe esta comissão considera vital tomar em conta a importância do património classificado nas operações de renovação e revitalização dos bairros mais antigos da cidade.
Nesta operação de revisão legislativa, a maior preocupação dos deputados democratas é a transparência e o profissionalismo do processo. Segundo Au Kam San, a revisão da legislação sobre património arquitectónico é um problema que deveria constar da agenda politica “há muito tempo”. “Foi uma questão que colocou maior pertinência depois do centro histórico ter sido classificado pela Unesco”, lembra. Mas o democrata vai mais longe. Não apenas o património classificado deve estar sobre “constante vigilância mas também todos os monumentos de valor arquitectónico”, aconselhou. E por isso, “são também os critérios de classificação que têm de ser alterados sob a orientação de especialistas nestas questões”, terminou.

 

Extraído do sítio da TV Jornal -  http://jc.uol.com.br/tvjornal/2007/02/20/not_120091.php - a 19/03/2007

 

 

 

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22/03/2007

Exemplo de Opinião Públicada nos Media sobre o Património: Interior Exterior: Galiza Transmontana?

A euro-região Galiza – Norte de Portugal é uma das realidades mais inegáveis no posicionamento de Portugal na Península e na própria União Europeia. A ligação ancestral, diria que de nascimento, dos dois territórios, e longamente atacada pelos poderes governativos de Madrid e de Lisboa, encontrou um balão de oxigénio na entrada dos dois estados ibéricos na então CEE. As fronteiras caíram lá para 1992. E a ligação tornou-se ainda mais forte.

Hoje em dia, esta realidade de 50.000 quilómetros quadrados, habitados por 6,4 milhões de pessoas, constitui uma realidade bastante heterogénea, com zonas urbanas e industriais de vanguarda e também com as zonas mais pobres e empobrecidas da Península.

Os habitantes das aldeias de Montalegre, Chaves, Vinhais e Bragança sempre se relacionaram directamente com os galegos, os vizinhos do Norte. Ora através de trocas comerciais ilegais, vulgo contrabando, ora mesmo, e muito comummente, através de casamentos. Mas não só o Alto Trás-os-Montes experimentou o casamento com a Galiza. O nosso Alto Douro Vinhateiro, hoje Património da Humanidade, foi construído com a força dos galegos de Ourense que, como os transmontanos da Terra Fria, também desciam ao Douro sazonalmente na época da vindima. E dos afiadores, alguém ainda se lembra? Muitos deles eram também da Galiza interior, miserável e espoliada pelas mesmas elites que um dia se enfrentaram ao fundador do Reino de Portugal. Alguém aqui atrás falou delas, das elites, da sua cegueira...
Já na segunda metade do século XX, muitos transmontanos saltaram a raia seca rumo às pedreiras e minas do Barco de Valdeorras. Mas basta percorrer um pouco os concelhos do interior da Galiza para verificar a histórica presença de portugueses, quase sempre transmontanos, nas serrações, florestas, além das actividades já referidas. Hoje em dia, a comarca do Barco de Valdeorras concentra cerca de 2 mil portugueses, quase todos oriundos de Trás-os-Montes. No ensino secundário local muitos optam por Português, o de Lisboa, como língua estrangeira.
São as surrealidades bem reais das nossas histórias e vidas: o povo das aldeias de um e outro lado da raia seca sempre falou a mesma língua, salvo algumas pequenas excepções. Só que as realidades estatais ditaram o afastamento cultural dos dois povos. O que hoje, apesar das boas palavras dos mais democráticos governantes, se mantém.

Diferente é a economia. Como estamos numa era em que a ciência económica tudo quer explicar, ordenar, justificar, planificar, para tudo é preciso utilizar dados económicos, pois bem: o Norte de Portugal é o principal parceiro comercial da Galiza. Mais: as províncias de Pontevedra (que inclui a pujante cidade de Vigo) e de Ourense realizam com o Norte de Portugal quase metade de todas as trocas comerciais. Basta vermos os projectos existentes, alguns em andamento, outros ainda no papel: o caso Chaves-Verim, com a sua zona logística e industrial comum, diz-vos alguma coisa?

De facto, depois da queda do poder do último governante franquista, digo Fraga Iribarne, que governou clientelarmente e autoritariamente a Galiza até há dois anos atrás, as trocas culturais parecem ter conquistado uma oficialidade nunca antes observada. Falo do Congresso da Raia sobre Memória Histórica, falo dos Encontros da Lusofonia de Bragança, falo das ligações da própria UTAD com as universidades galegas. O ministério da cultura da Galiza, responsabilidade do único partido político com representação parlamentar que sempre defendeu e incentivou a ligação histórica com Portugal, o BNG (Bloco Nacionalista Galego, de esquerda), apoiou e continua a incentivar este tipo de actividades.

Já agora, para quando uma ligação rodoviária de Trás-os-Montes com a capital da Galiza, Santiago de Compostela? Empresários transmontanos do sector dos transportes: seria lucrativo existir esta ligação, pelo menos aos fins-de-semana e em ambos os sentidos. Há bastante procura, a divulgação do nosso Reino Maravilhoso em terras galegas tem-se continuado a fazer, há curiosidade e interesse. Vejam: Bragança-Vinhais-Chaves-Verim-Ourense-Lalim-Santiago de Compostela!"

Domingos Guedes 

Extraído do Sítio on-line do Diário de Trás-os-Montes: http://www.diariodetrasosmontes.com/cronicas/cronicas.php3?id=731&linkCro=1, a 22 de Março de 2007

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Exemplo de Divulgação On-line do Património - Amigos do Património Mundial - Vale mesmo a pena ver e pesquisar

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Amigos do Património Mundial
Friends of World Heritage

A iniciativa "Amigos do Património Mundial" resulta de uma parceria entre a Fundação das Nações Unidas (UNF - United Nations Foundation) e o Centro do Património Mundial (WHC - World Heritage Centre, com o apoio técnico e financeiro da Expedia Inc.

Embora a UNESCO não faça parte do acordo que instituiu esta iniciativa, encontra-se plenamente envolvida no planeamento das actividades e no desenvolvimento do website dos "Amigos do Património Mundial".

- Extraído do sítio on-line da UNESCO Portugal: ttp://www.unesco.pt/cgi-bin/cultura/noticias/cul_noticia.php?idn=, a 22/03/2007

 

World Heritage sites belong to all of us – to enjoy, experience, and protect. Through Friends of World Heritage you can help protect the natural and cultural wonders of the world; explore the majesty of these places, recognized for their “outstanding value to humanity” under UNESCO’s World Heritage Convention; and experience for yourself the marvels of our World Heritage by visiting the sites through Expedia.com’s special offerings.

- Extraído do sítio on-line Friends of World Heritage: http://www.friendsofworldheritage.org, a 22/03/2007

 

 

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Comunicação entre instituições: Algumas contribuições avulsas para o processo de elaboração da Lista Indicativa Portuguesa

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A propósito da elaboração da lista Indicativa de Portugal

 
Ana Paula Amendoeira
Membro do Comité Executivo Internacional do ICOMOS

Algumas contribuições avulsas para o processo de elaboração da Lista Indicativa Portuguesa

1. A Convenção do Património Mundial de 1972 e todo o resultado da sua evolução nas últimas décadas, tem sido o mais universal e bem sucedido instrumento para a salvaguarda, cooperação e democratização do património a uma escala mundial. Este facto é, em si mesmo, um património importantíssimo a que a UNESCO e as instituições envolvidas e directamente participantes neste processo têm sabido criar e dar credibilidade, desenvolvendo e complexificando positivamente os conceitos, os métodos, as técnicas, as práticas e as categorias, conseguindo envolver um número cada vez maior de instituições e pessoas em todo o mundo.

É efectivamente dentro deste conceito de património mundial que será possível globalizar a importância do património para o futuro da humanidade e é também a partir do património mundial da UNESCO que poderá desenhar-se um papel mais interventivo deste instrumento nos processos de desenvolvimento a uma escala mundial.

Este processo de construção passa em grande medida pela atitude de permanente questionamento interno praticado pela UNESCO e pelo ICOMOS, no sentido de corrigir, equilibrar e avançar, sempre no respeito pelas pessoas, pelas sociedades e pelas suas culturas. O momento actual é disso um exemplo. Questiona-se internamente a representatividade da Lista do Património Mundial, apresentando, entre outras medidas, como um possível instrumento de planeamento que possa ajudar na correcção destes desequilíbrios, a existência de listas indicativas apresentadas pelos Estados, sendo colocada a hipótese de criar medidas de assistência para a formação das ditas listas, facto que contribuirá para dar mais um passo na direcção da democratização acima referida (1).

Parece-me importante para o futuro do Património Mundial enfatizar o aspecto da democratização do património e da democracia patrimonial (2), como objectivos a atingir a médio e longo termo. O património e toda a sua complexidade no contexto das comunidades humanas, deve também ser dimensionado num quadro de liberdade, conflito e desenvolvimento.

Efectivamente, os patrimónios e as regiões menos representadas estão frequentemente ligados a fenómenos de exclusão, a deficientes ou inexistentes condições para o exercício da cidadania, ao esquecimento que decorre do subdesenvolvimento, com a consequente dificuldade de capacitação para produzir a sua afirmação nos contextos mais globais, sejam geográficos ou políticos.

A Lista do Património Mundial da UNESCO pode neste contexto desempenhar um papel importantíssimo no futuro que é o de poder vir a ser um parceiro implicado directamente nos processos de desenvolvimento, contribuindo para a gestão dos conflitos, para a correcção dos fenómenos de exclusão, e promovendo o exercício da cidadania. O Património Mundial, e todo o trabalho que neste âmbito foi até aqui desenvolvido, representam hoje um recurso importante para o desenvolvimento, para o planeamento e gestão de outros valores e terá que aspirar cada vez mais a uma dimensão transversal nas políticas de desenvolvimento, a par das questões económicas e sociais. Este salto qualitativo poderá ser um desafio para o século XXI. Efectivamente a primeira fase da Lista do Património Mundial em que se inscreveram as "Maravilhas do Mundo" terminou há muito, ao menos no que diz respeito ao mundo ocidental. Trata-se agora de outro tipo de problemas e de problemáticas relacionadas com o património como recurso e como factor de desenvolvimento e não já como objecto puramente estético para deleite de todos ou de muitos.

O problema da representatividade da Lista do Património Mundial é também um problema de democratização patrimonial, de liberdade e conflito, de desenvolvimento e cidadania. Neste sentido, há categorias, deficientemente representadas na Lista, como a de Paisagem Cultural e a de Itinerários Culturais, que nos poderiam permitir realizar um trabalho efectivo para a correcção de desequilíbrios, uma vez que permitem equacionar de forma integrada muitas destas questões.

A categoria de Paisagem Cultural dá-nos a possibilidade de articular questões como o património construído, o património intangível, o ordenamento do território, a gestão dos recursos, a participação das comunidades, o património ambiental, em suma, o conceito de paisagem cultural encerra em si mesmo o pressuposto de um desenvolvimento durável. O trabalho para equilibrar a representatividade desta categoria na Lista do Património Mundial poderá ser um importante meio de contribuição para o desenvolvimento e correcção de assimetrias. A sua relação clara com o conceito de desenvolvimento durável constitui assim um instrumento privilegiado para promover a participação do património mundial nos processos de desenvolvimento, uma vez que constituem sábias intervenções, com sucesso, no que diz respeito ao ordenamento do território, à gestão inteligente dos recursos, a uma histórica atitude ecológica face aos desafios do desenvolvimento. Todas estas características são recursos para o nosso futuro.

2. Na sequência desta nota introdutória à questão da necessidade de os estados membros apresentarem Listas Indicativas, devem ser tomadas como referencial as conclusões saídas da XXIV Sessão do Comité do Património Mundial realizada em Cairns, Austrália, em 2000, na qual o Comité reconheceu a grande dificuldade à volta do tema da representatividade da Lista do Património Mundial e fez notar que era necessário um uso mais efectivo e preciso das Listas Indicativas e uma maior regulação relativamente ao crescente número de nomeações. Acordou-se que se deveriam tomar medidas como a assistência para implementar programas de capacitação que seriam vitais para assegurar a representatividade dos sítios de todas as regiões na Lista do Património Mundial. Tomando em conta estas reflexões, o Comité elaborou a Decisão de Cairns na qual se assinala, entre outros aspectos, que as listas indicativas devem usar-se como instrumentos de planeamento para reduzir os desequilíbrios na Lista do Património Mundial, para o qual os órgãos assessores deveriam iniciar uma análise minuciosa dos sítios constantes nas Listas Indicativas e nos já inscritos, a partir de um ponto de vista regional, cronológico, geográfico e tomando em conta as categorias (3).

Ora, tendo em conta toda esta problematização equacionada pela Decisão de Cairns, a necessidade de elaborar uma Lista Indicativa Portuguesa não deve alhear-se desta discussão e poderá aproveitar as questões levantadas para produzir um instrumento importante para o país no que ao património diz respeito, mas também ter uma aspiração interventiva no sentido de usar este recurso para corrigir os actuais desequilíbrios da nossa Lista.

A partir de uma breve análise à lista dos bens portugueses inscritos vemos imediatamente dois grandes desequilíbrios: um entre a faixa litoral e o interior do país, outro entre monumentos e centros históricos, e paisagens culturais, itinerários culturais, património natural, património arqueológico, etc.

Não quero com isto dizer que temos que ter bens representantes de todas as categorias consideradas, mas sim que temos uma lista desequilibrada no que diz respeito à qualidade e importância de bens de outras categorias e de outras regiões. Há um déficit de representação geográfica e conceptual que em nossa opinião não favorece o objectivo do equilíbrio, da diversidade das categorias, da inclusão de categorias não representadas, mas nem por isso não representáveis, a partir do património que temos, em suma há mais uma vez um acentuar da situação crónica sobre o modelo de desenvolvimento português. A lista indicativa portuguesa deverá ser um instrumento estratégico e de planeamento ao nível nacional e não um instrumento construído de forma casuística motivado pela maior capacitação ou dinamismo das instituições que promovem as candidaturas.

A Lista Indicativa Portuguesa pode intervir na inclusão de categorias dentro das quais temos património representativo, excepcional, de importância mundial, associado, por exemplo, a sectores estratégicos da nossa economia (exemplo: a paisagem cultural do montado associada à liderança na produção mundial de cortiça). Este exemplo, entre outros, permite-nos ter a certeza que poderemos construir uma lista indicativa importante para o país, homogénea, correctora de desequilíbrios e de assimetrias, contribuinte para um modelo de desenvolvimento durável.

Ainda que haja bens não propostos até agora por qualquer entidade, penso que essa não é razão para que não se possa prever a sua inclusão numa lista indicativa, se esta for concebida e pensada como um instrumento à escala nacional promotor da referida democratização acima referida e da utilização da categoria do património mundial como um elemento que pode contribuir para outro desenvolvimento que todos desejamos.

Março 2004

(1) A este respeito deve referir-se o papel de Portugal neste contexto de cooperação e de assistência relativamente a todos os países em cuja história há uma influência directa da cultura portuguesa em consequência dos Descobrimentos e da colonização. Este deveria ser um sector estratégico na nossa política externa, além de serem também fortemente encorajadas pelo Centro do Património Mundial da UNESCO as medidas que nesta área da cooperação e da assistência forem por nós desenvolvidas.

(2) Entendo que democratização do património significa o direito de acesso consciente do mais alargado universo de comunidades e instituições ao reconhecimento oficial e institucional dos seus valores patrimoniais e que democracia patrimonial significa o direito ao exercício efectivo de cidadania no que respeita ao património dentro do quadro de conhecimento produzido sobre a sua importância e o seu significado para as comunidades, bem como a gestão participada desse mesmo património e respectiva valorização como elemento fundamental num modelo de desenvolvimento durável.

(3) Francisco Lopez Morales, La Representatividad en el Patrimonio Mundial de las Americas, comunicação apresentada na Reunião de Queretaro, México, 12 a 15 de Dezembro de 2003.

 

 

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25/03/2007

Património Mundial - Procedimentos para a apresentação de candidaturas

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1.    Para ser organizada uma candidatura, o bem deve figurar previamente numa Lista Indicativa enviada à UNESCO através das Comissões Nacionais da UNESCO.

 

As candidaturas dos bens constantes nestas listas são feitas pelos detentores dos bens, escrutinadas depois pelas Comissões Nacionais e, se o processo for considerado em conformidade com as normas, apresentadas ao Centro do Património Mundial da UNESCO pelo Estado-parte através da sua Missão Permanente junto da UNESCO. Sucessivamente as candidaturas são apreciadas por instituições associadas ao Centro: ICOMOS – International Council on Monuments and Sites e/ou IUCN – The World Conservation Union.

 

2.    Os pareceres destas instituições não são discutíveis com os estados proponentes e os que tenham assento no Comité do Património Mundial não podem pronunciar-se sobre o bem do próprio país.

 

3.    As candidaturas dos bens são submetidas ao Comité Intergovernamental do Património Mundial, que decide sobre o valor universal excepcional do bem em apreço. O Comité rege-se pelos seguintes princípios gerais, na selecção dos bens:

§         A Convenção prevê a protecção dos bens culturais e naturais de valor universal excepcional. Para a definição do valor universal excepcional, o Comité utiliza dois tipos de critérios: um aplicável aos bens culturais (i a vi) e outro aplicável aos bens naturais (vii a x);

§         Os critérios foram elaborados com vista a permitir uma apreciação completamente independente do valor intrínseco do bem, abstraindo de todas as considerações de outra ordem;

§         Serão feitos esforços para manter um equilíbrio razoável entre o número de bens culturais e naturais inscritos na Lista;

§         Recentemente, foi adoptada uma Estratégia Global que visa atingir um equilíbrio entre o número de bens culturais e naturais inscritos na Lista e também uma equilibrada representação geográfica. Assim, o número de candidaturas a apresentar anualmente por cada Estado-Membro reduziu-se para uma, com excepção dos países sub-representados, que poderão apresentar mais candidaturas;

§         A inscrição de um bem seleccionado será diferida até que o Estado proponente faça provas do seu empenho em proteger esse bem. Esse empenhamento pode tomar a forma de legislação, de atribuição de pessoal, de financiamentos e de um plano de gestão;

§         Sempre que um bem tenha sofrido uma deterioração que implique a perda das características que determinaram a sua inscrição na Lista do Património Mundial, aplicar-se-á o procedimento relativo à sua eventual exclusão da Lista;

§         Dado o elevado número de candidaturas de bens culturais recebidos, o Comité convida os Estados-parte a ponderar se o seu património cultural está já bem representado na Lista e, se assim for, a abrandar voluntariamente a sua taxa de candidaturas futuras. 

 

4.    A candidatura completa tem de ser enviada à UNESCO com dois anos de antecedência. Cada Estado-parte apenas pode apresentar uma candidatura de cada vez; excepcionalmente, poderá apresentar duas candidaturas, se uma delas for relativa a um bem natural.

 

5.    A mais recente Lista Indicativa dos bens portugueses, enviada à UNESCO em 2004, foi elaborada por um grupo de especialistas escolhido para o efeito pela Comissão Nacional da UNESCO. Esta Lista foi ratificada pelos três Ministérios que tutelam o processo, ou seja, os Ministérios dos Negócios Estrangeiros, do Ambiente e da Cultura. Encontram-se nesta Lista os seguintes bens: Arrábida; Baixa Pombalina de Lisboa; Buçaco; Costa Sudoeste; Fortificações de Elvas; Palácio, Convento e Tapada de Mafra; Universidade de Coimbra.

 

6.    Além da informação disponível neste site, poderá consultar também o site da UNESCO em www.unesco.org.

 

Extraido do sítio On.line da Comissão Nacional da UNESCO, Portugal: http://www.unesco.pt/pdfs/docs/Procedimentos_cand.doc, a 25/03/2007 

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25/03/2007 15:47 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. Tema: Património Mundial Português No hay comentarios. Comentar.

26/03/2007

Exemplo de Comunicação e Projecto conjunto entre Instituições; O Interesse dos Media nas Questões do Património

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"Federação internacional de Astronáutica associa-se a projecto para protecção dos locais património mundial
Joana Vidigal Leal, 22/03/2007, 16:50

A Iniciativa Aberta conjunta ESA/ UNESCO para conservar centenas de locais da herança natural e cultural do mundo, usando satélites de observação da terra, recebeu apoio adicional da Federação Internacional de Astronáutica que se juntou ao crescente número de entidades espaciais que asseguram apoio ao projecto.

A Iniciativa Aberta, acordada entre a ESA e a UNESCO, em 2001, inclui monitorização, por satélite, do Património Mundial da UNESCO, tão único e variado como a Grande Barreira de Coral e a Grande Muralha da China, no sentido de obter avisos atempados sobre condições que os possam ameaçar, tais como catástrofes naturais, contaminação atmosférica e alterações do uso do terreno.

A assinatura da parceria entre a Federação Internacional de Astronáutica e a UNESCO teve lugar no dia 21 de Março, na sede da UNESCO em Paris, França. Stephen Briggs da ESA, director do Departamento Ciência e Aplicações de Observação da Terra, abriu a cerimónia reflectindo sobre a forma como os Satélites de Observação Terrestre têm beneficiado a humanidade.

Prestando tributo ao primeiro homem a ir ao espaço em 1961, Briggs citou as primeiras palavras do cosmonauta russo Yuri Gagarin ditas no espaço: “Vejo a Terra. É tão bela.” Na verdade, observar a Terra do espaço revolucionou verdadeiramente a forma como vemos o nosso planeta. Com a sua perspectiva global única, os sistemas de satélite oferecem vantagens incomparáveis para nos ajudar a compreender, gerir e proteger melhor o precioso ambiente da Terra”.

“A extraordinária diversidade natural e cultural do mundo é uma importante fonte de vida e inspiração para a humanidade. A sua preservação devia ser uma responsabilidade partilhada por toda a comunidade internacional.”

O nome Iniciativa Aberta foi escolhido pela ESA e pela UNESCO pois pretendem ter outras agências espaciais a juntar-se à parceria, tal como aconteceu com as entidades que foram chamadas a aderir ao projecto desde que foi criado em 2003.

Até ao momento, diversas agências espaciais estabeleceram progressivamente contratos para fornecimento de dados de satélite com o objectivo de proteger estes locais, incluindo Argentina, Brasil, Canadá, Índia, o Departamento Espacial do Iraque, Jordânia, Marrocos, Polónia, Turquia e Estados Unidos (NASA).

Património Mundial
A lista do Património Mundial inclui locais, monumentos ou paisagens que foram classificados pelo seu “excepcional valor universal” quer em termos culturais, quer em termos naturais. Existem actualmente 830 locais diferentes na lista de Património Mundial da UNESCO. Destes, 644 estão listados como culturais, 162 como naturais e 24 em ambas as categorias. A UNESCO considera que, actualmente, 31 deles estão em perigo. A iniciativa é especialmente dirigida a ajudar os países em vias de desenvolvimento a monitorizar de forma mais eficaz estes locais nos seus territórios.

A ESA e a UNESCO sublinham o potencial da iniciativa através de um projecto piloto de dois anos chamado BEGo (Build Environment for Gorilla), no qual as imagens de satélite e produtos foram disponibilizados a grupos de conservação e autoridades que monitorizam e protegem os habitats de Gorilas de Montanha em perigo em parques nacionais localizados no Uganda, no Ruanda e na República Democrática do Congo. Estes parques ou já são Património Mundial ou são candidatos, sem do o último refúgio para os menos de 700 Gorilas da Montanha ainda vivos.

Uma vez que estes habitats totalizam mais de 800 mil hectares, em terrenos extremamente inacessíveis e raramente mapeados, as observações terrestres, quando possíveis, eram extremamente difíceis. Os dados de satélite da ESA permitiram a produção de mapas, a detecção de alterações no uso do território ao longo do tempo e a criação de modelos digitais das elevações dos terrenos.

Segundo Eulalie Bashige, Directora-Geral do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza (ICCN) da República Democrática do Congo, os mapas têm sido úteis para os esforços contra a caça-furtiva e para o planeamento do eco-turismo.

“A ESA está determinada em continuar a ajudar a UNESCO e os outros parceiros na promoção do uso das tecnologias espaciais em benefício da nossa herança e em apoiar iniciativas que sirvam a causa da igualdade no mundo”, afirmou Briggs."

 

Extraído do Sítio Ciênciapt.net: http://www.cienciapt.net/noticiasdesc.asp?id=14823, a 26/03/2007 

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26/03/2007 12:05 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. Tema: Comunicação e Património Mundial No hay comentarios. Comentar.

28/03/2007

Exemplo de Opinião Públicada nos Media sobre o Património

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Por que é que a Baixa vem abaixo?

Catarina Martins, Docente da Universidade de Coimbra

 

"Em 28 de Dezembro de 2006, Coimbra acordava sobressaltada com um alerta declarado pelo presidente da Câmara, dando aos moradores da Rua Direita e imediações 48 horas para abandonar casas e estabelecimentos comerciais por risco de derrocada. A queda de dois prédios numa outra zona da Baixa, pouco tempo antes, viera a calhar. A Baixa estava a cair! Através de um pânico suscitado a preceito, a autarquia lançava uma cortina de fumo sobre a situação da Baixa e a intervenção profundamente contestável que, com a Metro Mondego (MM), preparava há largos meses.

Tratava-se, na realidade, de legitimar as demolições a levar a cabo pela MM para abrir o canal do metro de superfície, operação que rapidamente se transformou no arrasar de todo um quarteirão. Ora, a Baixa não está a ser arrasada nem por causa do metro, nem porque esteja realmente a cair, apesar do avançado estado de degradação dos prédios. A Baixa vem abaixo porque não há qualquer intenção de evitar que assim aconteça, o que seria possível com as soluções técnicas existentes. A Baixa vem abaixo porque se quer fazer dinheiro em construção e especulação imobiliária, à custa do incontestável valor patrimonial, cultural e sociológico da cidade medieval. O alerta emitido pela Câmara foi, aliás, "encomendado" pela MM com o fim de desalojar imóveis que nada têm a ver com o canal do metro, mas cuja aquisição e demolição parece servir exclusivamente o objectivo de arrecadar mais-valias. Pelo menos metade destes edifícios já foi demolida.

É importante sublinhar que a Baixa necessita urgentemente de uma recuperação e reabilitação de qualidade, segundo os mais elevados padrões internacionalmente reconhecidos. Por isso, a intervenção propositadamente incompetente da MM merece a mais veemente oposição. O que está em marcha não é um processo de reabilitação urbana digno desse nome, mas, aparentemente, a venda daquele espaço aos parceiros privados da conivente SRU, com a cumplicidade da Câmara.

Arrasar, para depois erguer, cópias de fachadas é um conceito ultrapassado de reabilitação urbana, que não interessa a uma cidade que candidata o seu Centro Histórico a Património da Humanidade. Assim se faz tábua rasa do longo trabalho desenvolvido pelo departamento de Arquitectura da Universidade sobre a Baixa e a inserção do metro, projecto de inegável interesse para a cidade. Tristemente, a mesma Universidade ficará ligada à destruição da Baixa através do ITeCons, cujos relatórios legitimam a inaceitável argumentação da MM e da Câmara, segundo a qual se arrasa apenas o que vai cair. Afirma o ITeCons que a contenção dos edifícios é demasiado onerosa, sem ponderar estes custos em relação ao valor patrimonial e cultural da zona, algo que não cabe a especialistas em construção, mas sim à autarquia. Esta pretere um estudo mais amplo encomendado à UC, o SIGURB, bem como o Departamento de Arquitectura, em favor do ITeCons, seguindo uma política inaceitável, do ponto de vista da Universidade, que consiste em seleccionar os pareceres científicos mais úteis à prossecução de políticas municipais previamente decididas.

Numa altura em que a valorização académica de projectos que trazem dinheiro à instituição ameaça tornar-se doutrinária, um facto como este deveria fazer soar o alarme.

Preservar e reabilitar com qualidade é, pois, muito caro. Para a cidade? Ou para os parceiros que se perfilam para a SRU e que, curiosamente, são também associados do ITeCons e os habituais "sócios" da autarquia em todos os projectos de vulto? A Câmara decidiu claramente a favor destes últimos.

catisabel.martins@sapo.pt"

 

Extraído do Sítio do Jrnal de Notícias: http://jn.sapo.pt/2007/03/23/pais/por_e_a_baixa_abaixo.html a 28 de Maio de 2007

 

 

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Exemplo de Comunicação Externa, Divulgação e Preservação do Património

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"Oportunidade última de transformação do espaço físico e de valorização do património intangível, a candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO, sendo protagonizada pela Universidade, não poderá sobreviver sem a cooperação efectiva das instituições e dos cidadãos desta cidade."

Exposição Alta entre Vistas

"A candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO é um processo que contemplou, já, diversas etapas. Teve o seu início em 2003, com a apresentação da candidatura à inclusão na Lista Indicativa de Bens susceptíveis de virem a ser integrados na lista de Património Mundial, elaborada pela Comissão Nacional da UNESCO. Arrancou, em termos formais, em 2004, quer com a inscrição da candidatura na Lista Indicativa, quer com a constituição, no seio da Universidade de Coimbra, do Gabinete de Candidatura à UNESCO, que tem vindo, progressivamente, a reforçar-se nas áreas científicas que se coadunam com os critérios de candidatura definidos pela Comissão Nacional da UNESCO.

Oportunidade última de transformação do espaço físico e de valorização do património intangível, a candidatura da Universidade de Coimbra a Património Mundial da UNESCO, sendo protagonizada pela Universidade, não poderá sobreviver sem a cooperação efectiva das instituições e dos cidadãos desta cidade.

Pretende a Reitoria da Universidade de Coimbra com esta exposição, Alta entre Vistas, dar a conhecer à comunidade universitária e ao público em geral algum do trabalho que tem sido desenvolvido na área candidata a Património Mundial (agora com o apoio e coordenação do citado Gabinete de Candidatura), e que tem tradução no conjunto de projectos aqui mostrados: eles integram um vasto programa que inclui a conservação, restauro e reabilitação de edifícios históricos e espaços públicos, bem como a criação de novas infra-estruturas.

São, pois, aqui apresentados nove dos projectos que estão em curso ou em estudo:

­- a requalificação do Páteo das Escolas e do edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), bem como a construção do parque de estacionamento no Largo D. Dinis e do novo Centro de Informação e Divulgação da Universidade de Coimbra (CIDUC), da autoria de Gonçalo Byrne;

- a nova Biblioteca da Faculdade de Direito, a instalar na antiga Casa dos Melos (actual Faculdade de Farmácia), concebida por Álvaro Siza Vieira;

- a requalificação do Laboratorio Chimico e do Teatro Paulo Quintela (na Faculdade de Letras), e a reconversão da Casa das Caldeiras, de João Mendes Ribeiro;

- a requalificação do Auditório da Reitoria - Espaços Envolventes, por Victor Mestre.

Através da apresentação de documentação gráfica, fotografias, maquetas e de um vídeo, o visitante terá uma aproximação a uma das faces da modernização da Universidade de Coimbra (e sua implantação no tecido urbano e no seio da comunidade) que passa pelo Gabinete de Candidatura à UNESCO. Complementarmente, decorrerão quatro sessões de apresentação dos projectos acima citados com a presença dos respectivos autores.
Organização Reitoria da Universidade de Coimbra
Gabinete de Candidatura à UNESCO
Local Galeria do Museu Antropológico da Universidade de Coimbra
Funcionamento 22 de Setembro a 9 de Novembro
Segunda a Sábado, das 11.00 h às 19.00 h
Sessões (sempre às 17h) 28 de Setembro – Arquitecto João Mendes Ribeiro
11 de Outubro – Arquitecto Gonçalo Byrne
26 de Outubro – Arquitecto Victor Mestre
09 de Novembro – Arquitecto Álvaro Siza Vieira"
Extraido do sítio da Universidade de Coimbra: http://www.uc.pt/eventos/alta_entre_vistas.html a 28 de Março de 2007

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