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07/06/2006

Pós-Graduação em Comunicação e Património do Centro de Estudos Politécnicos de Torres Novas: Exemplo de Inovação na Investigação desta área da Comunicação

O Centro de Estudos Politécnicos de Torres Novas (CEPTN) promoveu, no passado mês de Abril, a organização de um curso de pós-gradução em Comunicação e Património, coordenado pela Professora Doutora Hália Costa Santos e que, de acordo com o site informativo do CEPTN, "visa promover as estratégias de comunicação que envolvam o património, entendido no sentido vasto e actual (diversas formas de cultura, tradições, arquitectura contemporânea/tradicional, ambiente). Pretende-se dotar os formandos de conhecimentos teóricos e de ferramentas práticas que lhes permitam exercer funções nessa área, nomeadamente através da produção, acompanhamento e avaliação de planos de comunicação/promoção do património (utilizando suportes do campo das novas tecnologias e do audiovisual)".

Com um plano curricular que aborda temáticas que vão desde o Património Cultural, passando pelas Políticas de Comunicação e Políticas Culturais, incluindo temáticas relacionadas com Comunicação Institucional e Divulgação do Património.

 

O público-alvo deste curso centra-se, como afirma a fonte de informação: "Candidatos com Bacharelato ou Licenciatura (preferencialmente nas diferentes áreas da Comunicação e do Marketing), Técnicos de Turismo (nas suas diferentes vertentes), Técnicos de Autarquias, Museus e outras instituições de carácter cultural e/ou ambiental."

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10/06/2006

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO RELATIVO À OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO

Os média, ao criarem conteúdos audiovisuais, por exemplo, saciam a vontade de uma massa de pessoas sequiosas de saberem mais, de forma a esquecerem um pouco a sua vida rotineira do dia-a-dia, dos seus problemas e assim vestirem a pele, nem que por momentos, de um “pseudo” estudioso das matérias ligadas à História.

Algo semelhante aconteceu, por exemplo com a astronomia, e diga-se, de uma forma inovadora e mesmo motivante, já que este exemplo está na base proliferação de conteúdos documentais e mesmo da criação de canais temáticos ligados às ciências e à história, como defende Richard Dixon Ulmidge[1].


[1] Ulmidge, Richard Dixon (1982). The Development of Scientific and Cultural Contents in Television. Atlanta: Social Studies Events. Trad.

 

 

Ulmidge[1] salienta que “a série Cosmos teve o condão de despertar no espectadores uma curiosidade insaciável, de tal forma que esta série chegou a alcançar 70 por cento de share de audiências”.



[1] Ulmidge, Richard Dixon (1982). Op. Cit., pág. 34. Trad.

 

 

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO

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E de que forma é que um dos principais esteios dos média, os jornais, vêm a divulgação do património? Partilharão os jornais da ideia de que a divulgação do património histórico arquitectónico poderá ser uma chance de desenvolvimento e de captação de novas mais-valias, nomeadamente no que diz respeito à publicidade? Será que este tipo de matérias, no que se refere à criação de notícias, interessa aos jornais, particularmente? Será que o público normalmente assíduo destes jornais é sensível a este tipo de temáticas. Valerá a pena, perguntam os periódicos, publicar notícias referentes a este tema.

Neste trabalho pretende-se exactamente levantar um pouco a “ponta do véu” quanto a estas questões, utilizando dois importantes exemplos da imprensa ibérica: o “Jornal de Notícias”, edição fundamental para a população portuense, do norte de Portugal e cada vez mais de todo país; a “Voz de Galicia”, publicação essencial no universo da imprensa galega, de suma importância para os habitantes da “Cidade do Apóstolo”, Santiago de Compostela.

Saber se estes dois jornais são sensíveis a este tipo de matérias ou conteúdos é o mote para este trabalho. Até que ponto chega o interesse destes dois exemplos no que diz respeito aos temas relacionados com o património mas mais concretamente com aquele que é classificado pela UNESCO com Património Mundial (ou da Humanidade) é essencial para a formulação da tese de que as questões relacionadas com a Comunicação (comunicação institucional, relações públicas, publicidade e mesmo protocolo) têm um papel capital na atribuição do título de Património Mundial no âmbito da UNESCO às cidades europeias com centro histórico, não bastando para isso ter somente um “valor universal proeminente do ponto vista da história, arte ou ciência”[1]


[1] UNESCO (1972). Convention concerning the Protection of the World Cultural and Natural Heritage. Paris: UNESCO. Pág.2. Trad.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO

Vivendo numa sociedade global onde a fronteira cai por terra e como “as culturas se difundem umas com as outras em tempos de globalização, pasteurizando-as a favor de um mercado económico mundial”, como defende Cristiane Pimentel Neder[1], apostar nas técnicas e nos meios de comunicação social são a melhor forma a talvez a arma mais importante para a difusão de qualquer ideia ou acto consciencioso ou simplesmente a transmissão de uma ideia que se aceita e se quer preservar e, na melhor das hipótese, difundir, no sentido de “ganhar adeptos para as causas”, e, como refere Adriano Rodrigues[2]a comunicação não é um produto, mas um processo de troca simbólica generalizada, processo de que se alimenta a sociabilidade, que gera os laços sociais que estabelecemos com os outros”, ou uma fonte de propagação.


[1] Neder, Cristiane Pimentel (2001). As Influências das Novas Tecnologias de Comunicação Social na Formação Política. Tese de Mestrado não publicada. Escola de Comunicação e Artes da Universidade de S. Paulo. Pág. 4

[2] RODRIGUES (1999). Adriano Duarte, Comunicação e Cultura. A experiência cultural na Era da Informação, Lisboa: Editorial Presença. Pág. 22

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO

Também a ideia de se preservar o património deve se constituir numa causa. E para que se propague essa ideia, é essencial que as instituições (museus, centros nacionais e internacionais de defesa do património, centros de investigação para o estudo da arqueologia, entre outros) que de alguma forma atentem à defesa do património edificado olhem sempre para a vertente comercial e empresarial, entrando desta forma em contacto, no formato da comunicação institucional ou de relações públicas, contacto entre as variadas organizações com o sector privado que orbita em volta de monumento emblemáticos e de procura turística. Falamos de hotéis, salas de lazer, agências de turismo, etc. Porque serão essa mesmas instituições que poderão, conjuntamente, custear todo o esforço de publicitação não só do património mas também da união das instituições em volta de um objectivo comum que é a preservação do património referente, num a clara estratégia de marketing e de relações púbicas, já que, no que diz respeito às relações públicas, pode-se tratar também uma “acção sobre a opinião pública”[1], como podemos ler em Jaime de Urzaíz e Fernandez del Castillo. E, como defende este autor[2] “se a opinião pública consiste na manifestação de altitudes colectivas que predominam na sociedade, no que diz respeito ao problemas de interesse geral”, também o mesmo se pode suceder com o “problema” do património, isto é, tornar a importância da sua preservação num “problema de interesse geral” para a opinião pública.



[1] Del Castillo, Jaime de Urzáiz y Fernández (1997). De las Relaciones Públicas a la Comunicación Social Integral, Una Nueva Estrategia Comunicativa para las empresas y Instituciones. Madrid: Editorial San Martin, S.L. Pág. 87

[2] Del Castillo, J. U. F., Ídem.

18/06/2006

SINTRA: UNESCO QUER PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE COM AUTO-GESTÃO

20060618164454-sintra-20palacio-20pena.jpgA Unesco recomenda a criação de uma estrutura independente para a gestão da paisagem cultural de Sintra, classificada como Património da Humanidade, no mais recente relatório elaborado por aquela organização das Nações Unidas.

O relatório da última visita de uma missão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura a Sintra, entre 22 e 25 de Março, a que a Lusa teve acesso, conclui que «uma entidade específica (Task Force para Sintra Património da Humanidade) deve ser fundada e financiada» com o objectivo de elaborar um plano de gestão abrangente.

«A Task Force de Sintra Património da Humanidade necessita de ser independente das várias partes e interesses que operam na paisagem cultural Património da Humanidade de Sintra, mas deve trabalhar de perto e em cooperação com estes», recomenda o documento.

A Unesco propõe que o grupo de trabalho seja criado até ao fim de 2006 e financiado maioritariamente pelo Estado.

A gestão daquela paisagem cultural Património da Humanidade está actualmente divida por várias entidades, sobretudo a Câmara Municipal e a empresa pública Parques de Sintra, Monte da Lua (detida maioritariamente pelo Ministério do Ambiente).

«A ausência de uma moldura institucional clara e de uma estrutura coerente de gestão faz com que uma boa e efectiva gestão seja muito difícil», aponta o documento.

O relatório sublinha também que o Plano Director Municipal (PDM) de Sintra, em vigor desde 1999 e até 2009, «não tem directamente em consideração» a classificação de Sintra como Património da Humanidade.

O documento critica também o plano de gestão da área classificada, elaborado pela Câmara Municipal em 2005, para vigorar até 2009, afirmando que não estabelece uma hierarquia de prioridades, calendarização ou orçamentos para iniciativas.

A Unesco recomenda a sincronização entre o PDM e o plano de gestão assim que um novo PDM entre em vigor, em 2010.

O relatório considera que «a luta contra a urbanização massiva é certamente a mais difícil questão que os responsáveis pelo Património Mundial de Sintra terão de resolver nos próximos anos».

O documento sublinha a necessidade de restaurar o challet da Condessa de Edla e o interior do Palácio de Monserrate e critica a ausência de um serviço de aconselhamento aos proprietários privados de parques e edifícios de grande valor.

O controlo de plantas invasoras, nomeadamente as acácias, e a conservação e restauro de muros são outras recomendações da Unesco.

«As estradas de acesso aos parques e palácios são estreitas e serpenteantes com pouco espaço para estacionamento nas entradas dos parques», refere o relatório.

A Unesco recomenda que seja prestada especial atenção à criação de parques de estacionamento atractivos com pequenos autocarros «shutlle» que previnam engarrafamentos no futuro.

São também criticados os pavilhões pré-fabricados existentes em alguns parques, nomeadamente no da Pena, cuja demolição foi anunciada pela Parques de Sintra, Monte da Lua, dia 07 de Junho.

O relatório elogia o estado de conservação do Palácio da Vila e da Pena, do Convento dos Capuchos, da Quinta da Regaleira e as obras exteriores em Monserrate.

A reabertura do eléctrico que liga Sintra à Praia das Maças também recebe nota positiva.

O relatório considera que não há qualquer motivo para propor a inscrição da paisagem cultural de Sintra na lista de locais em risco de perder a classificação de Património da Humanidade.

Em 2004 a Unesco chegou a admitir a hipótese de colocar Sintra nessa lista, o que foi afastado em Julho desse ano numa reunião na China, em que a organização exigiu a apresentação de um relatório sobre todas as acções de gestão do património previstas, o chamado plano de gestão.

O documento foi entregue em Fevereiro de 2005 pelo presidente da Câmara, Fernando Seara (PSD), na sede da Unesco, em Paris, e ratificado depois pelo Comité do Património Mundial da Unesco.

«Após uma período muito difícil, alguns indicadores mostram uma tendência positiva», afirma o relatório agora elaborado, que sublinha o facto de o novo Conselho de Administração da empresa pública Parques de Sintra, Monte da Lua ter mostrado «uma clara vontade» de recuperar a sua situação financeira e aplicar um plano de trabalho coerente.

A Unesco sublinha que uma «equipa muito dinâmica» está actualmente a realizar programas educativos e que foi iniciado um estudo global estratégico sobre a urbanização do território.

O nível de conhecimento sobre a paisagem natural e cultural melhorou com inventários do Parque Natural de Sintra-Cascais, uma base de dados sobre as espécies existentes nos parques e jardins e os arquivos históricos da Quinta da Regaleira, afirma o documento.

Contactada pela agência Lusa, a Câmara Municipal de Sintra não quis comentar o relatório da Unesco.

Retirado do sítio: Diário Digital

18-06-2006 11:30:00

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22/06/2006

CENTRO HISTÓRICO DO PORTO COMEMORA 10 ANOS COMO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

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É em Dezembro que o Porto irá comemorar a decisão transmitida há dez anos pela 20ª Sessão do Comité do Centro do Património Mundial, reunido em Mérida, no México, de classificar o centro histórico da cidade invicta como Património da Humanidade (ou vulgarmente intitulado de Património Mundial). Apesar de ainda faltarem cerca de seis meses para se assinalar esta efeméride, já vem a lume alguns projectos destinados a recordar esta data emblemática para o burgo portuense: lançamentos de livros de alguns dos principais autores da poesia portuense para não deixar passar em claro esta data, publicação de um estudo relativo aos dez anos de património mundial, o que foi feito e que não foi feito para a preservação e divulgação do património.

Já esta semana, a rádio TSF emitirá um trabalho desenvolvido pelo jornalista João Paulo Menezes sobre o “outro lado da medalha”, isto é, a desilusão face à inércia visível no que respeita ao esforço de se preservar e divulgar o que muito “custou a alcançar” (Jornal de Notícias, sete de Dezembro de 1996). A não perder!

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25/06/2006

REPORTAGEM TSF: «Fechado para Obras»

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"O Centro Histórico do Porto juntou-se, em 1996, à lista dos locais seleccionados pela UNESCO como Património da Humanidade - uma distinção que se começou a desenhar a 25 de Junho desse ano, quando um comité de peritos internacional aprovou a candidatura do Porto, por unanimidade.

Dez anos depois, o Centro Histórico do Porto está mais degradado, mais vazio, mais entaipado. Aos microfones da TSF, portuenses, muito conhecidos ou dos mais anónimos, pronunciam-se quase em uníssono sobre a desilusão e revelam, mesmo, alguma frustração. Neste trabalho, conta-se também como tem sido possível evitar que o Centro Histórico venha a ser despromovido para a lista de Património da UNESCO em risco e escuta-se o autarca Rui Rio prometer 10 anos muito diferentes - para melhor.

«Fechado para obras» é uma grande reportagem de João Paulo Meneses com montagem e sonorização de Joaquim Dias."
Uma reportagem emitida a 24 de Junho, pelas 19h - CLIQUE AQUI PARA OUVIR -
Uma reportagem de grande qualidade que vale a pena ouvir e depois reflectir.

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27/06/2006

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO

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Carlos Sotelo Enríquez[1] aposta na proposição de que:

La política de comunicación institucional, de acuerdo con una filosofía integradora, se lleva a cabo en los ámbitos interno y externo. Es un proceso simultáneo, y por tanto, no sucede primero en el interior de la organización, para después difundirse en el exterior, tal como han pretendido algunas doctrinas. Reconocer la participación de otras personas físicas y jurídicas, además de los miembros de la institución, en el desarrollo de la identidad, supone abrir la organización a otras relaciones informativas que ocurren al mismo tiempo.



[1] Enríquez, Carlos Sotelo (2001). Introducción a la Comunicación Institucional. Barcelona: Editorial Ariel. Pág. 187.

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PÓS-GRADUAÇÃO-Tomar aposta na comunicação

O Politécnico de Tomar tem abertas as inscrições para a pós-graduação em “Comunicação e Património” até ao final do mês de Março. Com início marcado para Abril, esta Formação a decorrer no Centro de Estudos Politécnicos em Torres Novas (CEPTON) destina-se, essencialmente, a Bacharéis e Licenciados nas diferentes áreas da Comunicação e do Marketing, a Técnicos de Autarquias, Museus e outras Instituições de carácter cultural.

Esta Pós-Graduação tem como principal objectivo dotar os formandos de conhecimentos teóricos bem como de ferramentas práticas que permitam o desenvolvimento de estratégias de comunicação no âmbito do Património, envolvendo já suportes do campo das novas tecnologias e do audiovisual.

Desta forma, os formandos ficam aptos para desempenhar estas funções tanto em Museus, Gabinetes de Turismo, Associações Culturais e outras Instituições. Esta Formação representa, igualmente, um importante instrumento no reforço da qualificação dos quadros médios no domínio do Património Cultural e do Turismo.

Texto retirado do sítio "Ensino Magazine on-line" - http://www.rvj.pt/ensino/2006/mar2006/politecnico2.html

 

27/06/2006 02:30 Autor: Artur Filipe dos Santos. Enlace permanente. No hay comentarios. Comentar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO

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“Os nossos antepassados sabiam talvez que os jardins de Kahore, as mesquitas do Cairo, a Catedral de Amiens e os hipogeus de Malta eram monumentos sumptuosos, raros, estranhos. Por vezes mostravam-se sensíveis ao esplendor de uma montanha, de um grande rio e até de uma selva povoada de animais selvagens e chegavam a admitir que estes elementos pudessem fazer o orgulho de um povo e testemunhar a nobreza da sua história ou que estes acidentes geográficos pudessem simbolizar uma nação, suas aventuras e suas desventuras. Mas não lhes teria ocorrido a ideia de que isso tivesse um «valor universal»” UNESCO[1]



[1] UNESCO, Comissão Nacional (1992), O que é: A Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural (Lisboa, C.N. UNESCO). Pág.3.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PRESENTES NO TRABLHO DE INVESTIGAÇÃO RELATIVO À OBTENÇÃO DO DIPLOMA DE ESTUDOS AVANÇADOS EM COMUNICAÇÃO

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O acontecimento que despertou o interesse internacional por esta problemática foi, afirma a UNESCO[1] “a decisão de construir a barragem de Aswan, no Egipto, o qual inundaria o vale que contém os templos de Abu Simbel, um tesouro da antiga civilização egípcia. Em 1959, após um apelo dos governos do Egipto e do Sudão, a UNESCO decidiu lançar uma campanha internacional de protecção. A pesquisa arqueológica nas áreas a serem inundadas foi acelerada. Sobretudo, os templos de Abu Simbel e de Philae foram desmontados, movidos para terra seca e remontados”. Esta campanha custou, segundo os mesmos registos, 80 milhões de dólares americanos, com metade desta quantia a ser doada por cerca de 50 países.



[1] UNESCO, World Heritage Centre (2005), Brief History. Extraído em 13 de Fevereiro de 2005 do sítio da UNESCO: http://whc.unesco.org/pg.cfm?cid=169. Trad.

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